E é assim, com saudade dela
nos lamentos chorosos
no meio da mais profunda solidão
que a percepção se aguça
que não há tempo que de-se tempo
que apague esse amor
E você chora.
Então você vaga por aí
procurando esquecer essa dor;
Num sorriso sincero de um amigo;
No abraço amoroso de uma mulher;
Você tenta..
E é na boemia das noites frias;
É nas estrelas de vocês dois, suas crias
testemunhas do seu amor.
E é na lua, sempre viva;
Nas composições desmentidas;
que você tenta se afogar
de dor.
E é nas fotos daquele tempo;
Na memória do seu sorriso ao vento;
No requirido triste silêncio;
Que você se rende
mais uma vez
à lembrança dela.
E você apaga seu telefone;
Risca da parede o seu nome ;
E também do coração quer
as lembranças dela esquecer.
E é tão duro ser tão forte
Dor assim só perde à morte
segunda-feira, 30 de julho de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Crítica a razão - Critical reason
Now I want you to imagine a waterfall. This waterfall is home to everything that was, all that is and all that will be. On it, it's you, me, your son and your dead grandfather. The waterfall is the universe itself. The space-time itself. As the water flows down push it all. It is the great logic of the universe. It descends along with the water. And the reason says, with all the reasons that this will continue because it was so and so is. But imagine this waterfall suddenly, without apparent or measurable reason change course. Now the water and it all goes together. The vast universe is twisted logic. Now the effects precede causes, and nothing makes sense. The reason no longer applies.
The reason is a tool to see the universe the way he wants to be seen. If you want to see beyond that, the reason will have to make way for something more. Something new.
The rational man doubts his own, and reason itself.
Agora eu quero que você imagine uma cachoeira. Essa cachoeira abriga tudo o que foi, tudo o que é e tudo o que vai ser. Nela encontra-se você, eu, o seu filho que não nasceu e o seu avô morto. A cachoeira é o próprio universo. O próprio tempo-espaço. A medida que a água desce ela empura tudo. É a grande lógica do universo. Tudo desce junto com a água. E a razão diz, com todos os motivos, que assim continuará porque assim foi e assim é. Mas imagine que essa cachoeira subitamente, sem motivo aparente ou mensurável, mudasse de curso. Agora a água e nela tudo junto sobe. A grande lógica do universo está destorcida. Agora as efeitos precedem as causas e nada mais faz sentido. A razão não mais se aplica.
A razão é uma ferramenta para ver o universo da maneira que ele quer ser visto. Se você quer ver alem disso, a razão terá que abrir caminho à algo mais. Algo novo.
O homem racional duvida de sua própria, e da razão em si.
The reason is a tool to see the universe the way he wants to be seen. If you want to see beyond that, the reason will have to make way for something more. Something new.
The rational man doubts his own, and reason itself.
Agora eu quero que você imagine uma cachoeira. Essa cachoeira abriga tudo o que foi, tudo o que é e tudo o que vai ser. Nela encontra-se você, eu, o seu filho que não nasceu e o seu avô morto. A cachoeira é o próprio universo. O próprio tempo-espaço. A medida que a água desce ela empura tudo. É a grande lógica do universo. Tudo desce junto com a água. E a razão diz, com todos os motivos, que assim continuará porque assim foi e assim é. Mas imagine que essa cachoeira subitamente, sem motivo aparente ou mensurável, mudasse de curso. Agora a água e nela tudo junto sobe. A grande lógica do universo está destorcida. Agora as efeitos precedem as causas e nada mais faz sentido. A razão não mais se aplica.
A razão é uma ferramenta para ver o universo da maneira que ele quer ser visto. Se você quer ver alem disso, a razão terá que abrir caminho à algo mais. Algo novo.
O homem racional duvida de sua própria, e da razão em si.
sábado, 5 de maio de 2012
Pensamento do dia [16]
Mil erguerão mil pedras contra você, mas você seguirá seu caminho com a convicção daquele que carrega a paz no coração.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Carta ao irmão morto
Nas encostas de barro,
no meio do odor da umidade do mato,
do fedor da morte que sucumbe a vida,
você andou ao meu lado.
Na água corrente, você repousou seu corpo cansado
de uma vida tragicamente precoce
cercada pela mediocridade dos fracos de espírito.
Entre eles você se agigantava e
entre os gigantes olhava aos olhos,
nivelados e orgulhosos.
Olhos esses que possuíam uma luz
como se carregasse por todos os seus segundos
uma completa compreensão do mundo.
Se você soubesse, de alguma forma,
fumaria todos os cigarros do mundo.
Beberia todas as doses do mundo.
Abraçaria todas as pessoas do mundo.
E ainda assim ficaria sóbrio.
Carregaria até o fim,
em meio às lágrimas ocasionais pelo fim iminente,
ao qual todos compartilhamos,
o seu mais belo e sincero sorriso.
Nada preenche o vazio.
Nada, a não ser minha própria morte um dia,
quando lhe farei companhia,
no esquecimento.
"..e no fim tudo o que você queria era ser feliz"
Alan Rodrigo Apio
terça-feira, 17 de abril de 2012
Pensamento do dia [15]
Queria sempre me sentir livre para dizer o que sinto na hora sem nenhum receio de ser incoerente, inconstante, apenas verdadeiro.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
A dor do sobrevivente
Ô dor que maltrata, que machuca,
que rasga o meu coração em pedaços disformes.
Que dor é essa, Meu Deus?
Que berra!
E aos poucos me mata.
Meu peito só é a dor
como se nele
uma erva que cresceu tanto suas raizes
esmagasse meus orgãos
e pela boca deseja-se brotar.
Alguém me ajuda?
Me salva!!
Por misericórdia, alguém me mate!
Mas por favor sem dor
pois eu já não quero mais chorar.
que rasga o meu coração em pedaços disformes.
Que dor é essa, Meu Deus?
Que berra!
E aos poucos me mata.
Meu peito só é a dor
como se nele
uma erva que cresceu tanto suas raizes
esmagasse meus orgãos
e pela boca deseja-se brotar.
Alguém me ajuda?
Me salva!!
Por misericórdia, alguém me mate!
Mas por favor sem dor
pois eu já não quero mais chorar.
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